Fim do uso do talão de produtor: prazo encerra em 30 de abril e operações passam a exigir a Nota Fiscal Eletrônica
- 27 de abr.
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O prazo está se esgotando para os produtores rurais que ainda utilizam o talão de produtor impresso. O uso do modelo em papel (modelo 4/A4) em operações internas no Rio Grande do Sul encerra-se no dia 30 de abril de 2026, conforme determinação da Secretaria da Fazenda do Estado (SEFAZ-RS).
A partir dessa data, a emissão da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) passa a ser obrigatória, marcando o fim definitivo do tradicional talão do produtor nas operações internas.
Implantação gradual no meio rural
A obrigatoriedade da Nota Fiscal Eletrônica no meio rural vem sendo realizada de forma gradual desde 2021, respeitando as diferentes realidades do campo — especialmente em relação ao acesso à conectividade, tecnologia e capacitação dos produtores.
Inicialmente, a exigência passou a valer para produtores com faturamento superior a R$ 4,8 milhões. Em janeiro de 2025, foi ampliada para aqueles com receita bruta igual ou superior a R$ 360 mil, além de abranger todas as operações interestaduais.
Desde janeiro de 2026, a emissão da NF-e tornou-se obrigatória para todos os produtores rurais em operações internas no Estado. No entanto, atendendo a solicitações do setor, foi concedido um prazo adicional até 30 de abril para utilização dos talões impressos remanescentes por produtores com menor faturamento – prazo que agora se encerra de forma definitiva.
Orientação e apoio
O Sindicato Rural de Não-Me-Toque alerta que deixar a adequação para o último momento pode gerar dificuldades na comercialização da produção, além de possíveis transtornos operacionais. A regularização antecipada garante mais segurança e evita prejuízos à atividade rural.
A entidade está disponível para prestar orientações, esclarecer dúvidas e oferecer apoio técnico na emissão da Nota Fiscal Eletrônica.
"Essa exigência não aconteceu de uma hora para outra, foi um processo gradual, ao longo dos anos, justamente para permitir que o produtor pudesse se organizar e se adequar à nova realidade. Sabemos das dificuldades, principalmente no acesso à tecnologia, mas agora não temos mais como adiar, a obrigatoriedade está aí para cumprirmos. A Nota Fiscal Eletrônica faz parte modernização do setor, trazendo mais controle, organização e segurança às operações rurais. Nossa recomendação é que não deixem para o último dia, que procurem o Sindicato em caso de dúvidas e façam sua adequação com tranquilidade", salientou a presidente do SR, Teodora Lütkemeyer.
A emissão digital também facilitará a substituição para o novo cenário após a Reforma Tributária, que deve extinguir completamente as notas em papel em todos os setores.
Informações à Imprensa:
Por Ana Cláudia Stumm - Sindicato Rural de Não-Me-Toque
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