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Biocombustíveis entram na pauta da Comissão de Mulheres e revelam novas oportunidades no campo

  • há 1 hora
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Os biocombustíveis estão cada vez mais presentes nas discussões sobre o futuro da energia, da produção agrícola e dos mercados internacionais. Diante disso, ampliar o conhecimento sobre o tema e compreender quais oportunidades ele pode representar para quem produz foi o objetivo da palestra “Biocombustíveis: o que sua lavoura ganha com isso?”, promovida pela Comissão de Mulheres do Sindicato Rural de Não-Me-Toque, na tarde da última sexta-feira (21).


A atividade foi conduzida por Clarissa Dalla Rosa, doutora em Engenharia de Alimentos, pesquisadora e professora da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), com experiência no desenvolvimento de processos e inovação na produção de alimentos e biocombustíveis.


Com um mercado em expansão e novas demandas por matérias-primas, os biocombustíveis abrem perspectivas para o setor produtivo. Esse foi um dos enfoques da palestra, que apresentou a influência da geopolítica e das agendas ambientais sobre o tema, o conceito e as diferentes aplicações dos biocombustíveis, o potencial do agro brasileiro, a aptidão energética e as culturas que podem ganhar espaço. Entre os exemplos citados, estiveram o biodiesel, o etanol, o SAF (Combustível Sustentável de Aviação) e o biobunker.


A ampliação das culturas de inverno foi destacada como uma das possibilidades para os produtores de Não-Me-Toque e região. Culturas como canola, Brassica carinata e trigo podem ser destinadas à produção de energia, ampliando o aproveitamento das áreas na entressafra e atendendo à demanda por matérias-primas para os biocombustíveis. Além disso, contribuem para a sustentabilidade e para a melhoria do sistema produtivo, com benefícios como descompactação do solo, ciclagem de nutrientes e controle de plantas daninhas, favorecendo a cultura de verão na sequência.


Outro ponto evidenciado foi a possibilidade de diversificação de renda para o produtor, reduzindo a dependência dos resultados de uma única safra. Clarissa ainda trouxe uma perspectiva mais próxima da propriedade rural ao abordar a produção própria de biodiesel, mostrando que se pode ir além do fornecimento de matéria-prima à indústria e integrar a própria atividade agrícola.


Para a coordenadora da Comissão de Mulheres e vice-presidente do Sindicato Rural de Não-Me-Toque, Michele Birck, levar informações que possam contribuir para as decisões dentro da propriedade é uma das formas de fortalecer a atuação das produtoras.

“Essa é uma pauta que parecia distante da nossa realidade, mas está mais perto do que imaginamos. Os biocombustíveis estão ganhando cada vez mais espaço e trazem novas possibilidades para o meio rural. Por isso, entendemos que era importante levar esse conhecimento às nossas produtoras, não apenas para entender o que são esses combustíveis, mas principalmente para identificar as oportunidades para a nossa região e para dentro da propriedade. A informação nos ajuda a olhar para o futuro e tomar decisões mais conscientes sobre a produção”, destaca Michele.


A iniciativa reuniu cerca de 25 mulheres e integra a programação da Comissão, que busca proporcionar momentos de informação, aprendizado e troca de experiências, aproximando as produtoras de temas relevantes para o desenvolvimento do agro.



 Informações à Imprensa:

Por Ana Cláudia Stumm - Sindicato Rural de Não-Me-Toque

Whatsapp: 54 3332-1621

Redes Sociais: @sindicatoruralnmt

 

 

 

 
 
 

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