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Produtores de Não-Me-Toque e região prestigiaram o Seminário Duas Safras do Senar

Lançado oficialmente em abril deste ano, o programa Duas Safras tem metas ambiciosas. A primeira é mudar a cultura do agro para intensificação sustentável da produção agrícola gaúcha, por meio de safras de inverno que produzam forrageiras e grãos para alimentação humana e animal.


Com efeito, a medida ampliaria a renda do produtor rural e aumentaria em 40% a produção agropecuária gaúcha. Segundo a Assessoria Econômica da Farsul, o impacto no PIB do Estado seria um aumento de 7%, representando aproximadamente R$ 31,9 bilhões.


Chegar a esse objetivo exige conversão e comprometimento dos produtores. Por isso, ao longo de 2022, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS) está promovendo 10 fóruns sobre o Duas Safras em diferentes regiões do estado, voltado para produtores rurais, técnicos, pesquisadores, autoridades, lideranças e demais interessados no tema, visando o planejamento da próxima safra.


A etapa da regional Planalto do Seminário Duas Safras aconteceu na última terça-feira (04) em Passo Fundo no Gran Palazzo, reunindo inúmeros participantes, que acompanharam durante a manhã e tarde discussões de temas como os cenários econômicos e mercadológicos, a rentabilidade do trigo na prática, os desafios de inserir o milho na região do planalto com alta produtividade e a integração da soja com o Programa Duas Safras.


O Sindicato Rural de Não-Me-Toque fez a mobilização de produtores da área de abrangência, especialmente daqueles que integram o ATEG – Programa de Assistência Técnica e Gerencial do Senar, para participar do evento. A presidente do Sindicato - Teodora Lütkemeyer, a técnica do Ateg - Ana Rúbia Graff, o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Agropecuário e Lazer - Paulo Junior Gomes e o representante da Emater - Vinicius Toso, acompanharam o grupo.


“O Rio Grande do Sul é o segundo maior produtor de grãos do país, e temos acompanhado um crescimento da produtividade a cada ano. Porém, atualmente a produção da safra de inverno representa apenas 9% da safra de verão. Enquanto isso também, a pecuária gaúcha vem apresentando desempenho inferior em relação à média brasileira. Por isso a Farsul lançou este programa, para incentivar e mostrar aos produtores que é possível incrementar receita na mesma terra, que muitas vezes fica ociosa entre uma safra e outra. É importante participarmos destes eventos que nos trazem conhecimento e nos apresentam possibilidades”, disse Teodora.


O superintendente do Senar-RS, Eduardo Condorelli, salientou que o Seminário Duas Safras tem a missão de levar o conhecimento ao produtor rural das tecnologias em uso para que ele possa intensificar a produção em áreas disponíveis. “Esses seminários regionais buscarão customizar os temas de tecnologia de acordo com a realidade de cada região do estado. Cada um tem uma atividade distinta".


O projeto O Duas safras é fruto de articulação entre a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) e Associação de Brasileira da Proteína Animal (ABPA), Embrapa, Senar-RS, Fecoagro/RS, Asgav e Federarroz, Acergs, Sips e Aprosoja. As entidades promotoras coordenam esforços para intensificar a produção sustentável da agropecuária no Rio Grande do Sul: otimização de áreas produtivas de inverno, ampliação da produção de cereais, produção de milho em áreas de várzea e de forragens de inverno destinados à pecuária estão entre as pautas dos eventos.


Os primeiros passos do projeto foram dados em maio do ano passado, com a capacitação de cerca de 100 instrutores, técnicos e supervisores de campo de empresas que atuam junto ao Senar-RS. No treinamento, ministrado on-line pela Embrapa Trigo, de Passo Fundo, Embrapa Pecuária Sul, de Bagé, e Embrapa Clima Temperado, de Pelotas, eles conheceram as mais modernas tecnologias para o manejo de culturas como o trigo, cevada, centeio, triticale e aveia.

Em meados de junho de 2021, começou a fase de implantação de três lavouras de trigo e três de triticale em seis municípios de Norte a Sul do Estado: nos municípios de Cruzaltense, Ibirubá, Paim Filho, Pelotas, Redentora e Tapejara. A instalação dos campos de prova experimentais, que totalizam 24,5 hectares, ocorreu em propriedades rurais que integram a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), que também faz o acompanhamento dos resultados dos experimentos.

 

Informações à Imprensa:

Sindicato Rural NMT

Redação: Ana Cláudia Stumm, com informações do Senar-RS

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