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Produtores conferem resultados dos custos de produção no Seminário Duas Safras do Senar

Produtores rurais de Não-Me-Toque e da região Planalto reservaram um tempo nas suas atividades para participar do Seminário Duas Safras: Mais produção no ano inteiro, promovido pelo Senar-RS na semana passada (12/09), na Ulbra em Carazinho. A Diretoria do Sindicato Rural de Não-Me-Toque se fez presente, representada pela Presidente Teodora Lütkemeyer, Vice-Presidente Silvio Van Vüght e a Secretária Genisse Schiochet.


Já realizado em outras etapas através do Programa Duas Safras - articulação para intensificar a produção sustentável da agropecuária no Rio Grande do Sul, através do aproveitamento do solo com otimização de áreas produtivas de inverno, ampliação da produção de cereais e racionalização de custos - , essa edição especial do Seminário apresentou os resultados do projeto Campo Futuro, iniciativa da CNA (Confederação Nacional da Agricultura) e o Senar, em parceria com universidades e centros de pesquisa, para levantamento dos custos de produção da agropecuária e geração de informação para o gerenciamento rural, objetivando aumentar a eficiência produtiva no campo.


Além da divulgação dos custos de produção de grãos na safra 2022/2023, a programação contou também com painéis, palestras e debates sobre análises de custos de produção e informações relacionadas às perspectivas de mercado, gestão comercial, bioinsumos e controle biológico em culturas agrícolas, gestão de riscos e financiamento privado, estratégias de comercialização e proteção de preços, entre outras.


Campo Futuro

Na palestra "O que os custos de produção revelam?", o assessor técnico da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Tiago Pereira, e o pesquisador do Cepea, Mauro Osaki, mostraram o desempenho dos produtores de grãos na região de Carazinho e em outras regiões produtoras de grãos no Brasil e falaram sobre como os produtores rurais devem se planejar para o próximo ano.


"A safra de grãos 2022/2023 mostrou que a condução das lavouras, principalmente de milho e de soja, foi bastante desafiadora, com altos custos de produção e baixos preços de comercialização, comprometendo as margens dos produtores", destacou Pereira.


O assessor técnico da CNA destacou que o estado do Rio Grande do Sul enfrentou mais um ano de quebra de safra, principalmente para milho e soja.


"Em Carazinho, as produtividades obtidas para o milho e para soja não foram suficientes para pagar os desembolsos diretos na safra. Para o milho, os resultados mostram que é a segunda safra seguida com margens negativas para o produtor da região".


Já para a soja, os baixos preços de comercialização somados à menor produtividade e custos de produção recorde, comprometeram as margens da atividade, mostrando a descapitalização do produtor.


O pesquisador Mauro Osaki, do Cepea, apresentou a análise a partir do cenário nacional.


"De forma geral os custos com os fertilizantes impactaram todas as culturas, seguidos pelos custos com os defensivos agrícolas. Os produtores também sentiram desafios com pragas, como o percevejo nas lavouras", destacou Osaki.


Divulgação do Apsul América


Aproveitando a ocasião, integrantes da Comissão Organizadora do 6º Congresso Sul-Americano de Agricultura de Precisão e Máquinas Precisas – Apsul América realizaram a divulgação do evento, que acontecerá nos dias 26 e 27 de setembro de 2023, em Não-Me-Toque, e auxiliaram interessados na efetivação da inscrição.


Saiba mais em: https://www.apsulamerica.com.br/


Confira os principais dados por cultura analisada no Campo Futuro:

Soja :

O preço médio da soja diminuiu 20% na safra 2022/2023 em relação à anterior.

A receita bruta média caiu 15,0% no mesmo período. O Custo Operacional Efetivo (COE) médio, por sua vez, subiu 33% na safra 2022/2023 frente a 2021/2022.

As chuvas irregulares e a seca trouxeram prejuízo para os produtores gaúchos. Todas as regiões pesquisadas não cobriram o COE.


Milho :

Para a safra de milho verão, o preço médio recuou 31% em relação à safra 2021/2022.

O COE médio da safra 2022/2023 ficou 57% superior ao contabilizado na temporada 2021/2022.

As regiões pesquisadas não conseguiram registrar margem bruta positiva.

O custo médio da segunda safra aumentou 35% e a receita bruta recuou 21% na safra 2022/2023 frente à passada.

A margem bruta média ficou R$ 505/ha (negativo) e somente cinco regiões pagaram o COE: Sorriso (MT), Campos Florido (MG), Uruçuí (PI) Rio Verde (GO) e Campo Novo do Parecis (MT).


Trigo :

A receita bruta média trigo aumentou 17% na safra 2022/2023, se comparada à anterior.

O COE médio da safra 2022 ficou 37,1% superior ao contabilizado na temporada 2021.


Arroz e feijão :

A receita bruta média do arroz irrigado aumentou 16% na safra 2022/2023 em relação à safra 2021/2022. Já para o feijão essa alta foi de 7% para o mesmo período.

O COE médio do arroz irrigado ficou 33% superior na safra 2022/2023 contra 2021/2022. Para o feijão, a alta foi de 23% na safra 2022/23 em relação à safra 2021/2022.

O feijão 1ª safra apresentou Receita Bruta (RB) superior ao COE para as três praças pesquisadas. Por outro lado, o feijão segunda safra teve RB superior ao COE.

 

Informações à Imprensa:

Sindicato Rural NMT

Redação: Ana Cláudia Stumm, com informações da CNA

Fotos: Divulgação

Contato: 54 3332-1621

Site: sindiruralnmt@dgnet.com.br

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